23.10.15

Sobre os dissidêntes da Congregação Cristã na Itália

Sobre a Congregação Cristã na Itália
Saudações cristãs, Irmão Tião e demais irmãos...

A questão é deveras oportuna e por essa mesma razão requer algumas observações prévias.

A "Congregazione Cristiana in Itália" apresenta-se como uma diminuta fração sendo em sua maioria composta por egressos oriundos de segmentos diversos como a "Assemblea di Dio in Itália" ("ADI"), "Congregazione Cristiana Pentecostale" (Giacomo Lombardi), entre outros. Aliás, o protestantismo italiano é - do extremo norte à Sicilia - inexpressivo.

Ainda não havia estado em Roma (capital), e apesar de perambular por toda a sua extensão, pouquíssimas referências há a qualquer agremiação ou vertente alheias ao Catolicismo Romano. Ironicamente, no entanto, a "Chiesa Valdese" central (pós-reforma) encontra-se relativamente próxima aos limites com o Estado Vaticano (Piazza Cavour) - também dispondo de uma unidade secundária (região da Piazza Venezia).

Às margens do Rio Tibre (e visível à partir da Colina Vaticana) há uma sinogoga de relevantes proporções. No mais, apenas monumentais extensões daquilo que habitualmente classifico como "A Obra de Constantino"...

O núcleo da Congregazione Cristiana em Roma é de caráter periférico/suburbano, embora de fácil acesso (há alguns passos da Estação Monti Tiburtini). Tendo à sua dianteira - como representante oficialmente designado pelo Corpo Ministerial Central (Brás) - Ancião Daniel Rosatela, constiuem não mais que uma dezena de membros e sem maiores perspectivas evangelistico-expansionistas. Indagando a um vizinho, obtive um relato emblemático:

"Eles são um grupo. Aparecem de vez em quando. cantam, fazem a 'missa' e vão embora. Não tenho contato com eles".

A postura exclusivo-hermética é, portanto, idêntica àquela verificada em território brasileiro.

Congregazione Cristiana in Italia e investidas apóstatas (Sicilia)

Atendo-se à questão proposta (rupturas, dissidências), de fato, a tríade Samuel Trevisan, João Marcos e Otoniel Ribeiro tem estendido sua cruzada separatista à Península Itálica, obtendo, contudo, um isolado êxito: SICILIA (conforme circularregionalmente expedida). Doravante - tal qual sucede no Brasil - a ala desertora passa a designar-se juridicamente como "Congregazione Cristiana - Ministerio della Sicilia". Ressaltando-se ainda que em conformidade com o Estatuto em vigor, o parco patrimônio material local permanece sob a anterior tutela (Congregazione Cristiana in Italia / Congregação Cristã no Brasil).

O ocorrido na Sicilia indiretamente contribuiu para uma maior mobilização por parte das demais "circunscrições" da Congregazione Cristiana in Italia, promovendo-se um maior intercâmbio entre as mesmas, de modo a estreitar seus laços de unidade e/ou concepção identitária comum (segundo informantes de Pescara).

Quanto ao procedimento ou posição aplicados pelo Corpo Ministerial Central (Brás), reitera-se a "regra áurea":

"Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o..." (Tito 3:15)

Pautando-se nesse regular princípio, nossos Anciãos "primazes" consideram que a insubordinação e posterior apostasia constituem - por si sós - um indício de irreversível incompatibilidade, razão pela qual o desertor (após as admoestações previstas) é relegado à margem.

Outrossim, a "junta" propriamente "deliberativa" (cerca de 40 Anciãos) julga que o momento atual - mais que adverso - é providencial, vindo a "por a pá à eira" (Mateus 3:12)... Ainda que uma terça parte abandone sua milícia, o remanescente mantém-se fiel - dizem...

(Obs.: assim que possível publico as fotos).

Atenciosamente,

"Em Caridade"

Irmão Ednelson

Um comentário: